sábado, 21 de novembro de 2009

De volta ....



Olá pessoal...




Mais uma vez, depois de um frio e tenebroso inverno...estou de volta.


Muitas novidades, muito trabalho e algumas novidades que vou contado homeopaticamente para fazer com que estejam sempre lendo minhas postagens....(questão de estratégia!)




Começarei postando um material desenvolvido com uma turma muito especial de São Sebastião do Paraíso, no curso de Psicopedagogia. Meninas, aí estão os ppts prometidos.




Grande abraço!
                                       Olá caros amigos,

       Estou de volta! Quanto tempo hein? Nossa...acho que pensaram que eu tivesse desistido, até eu mesma pensei, mas como sou brasileira e não desisto nunca....resolvi dar o "ar da graça"!
      Hoje, num outro momento da vida, mais madura pessoal e profissionalmente, num outro segmento, voltei para sala de aula (antes, PCNP da Diretoria de Ensino) e em uma escola de Ensino Integral. Experiência ímpar! Muito estudo, muito conhecimento e muitos alunos novos e queridos!
      Nosso espaço será compartilhado com eles também, principalmente os alunos do EM, que já possuem uma maior destreza com a tecnologia.
        Um grande abraço a todos os que, assim como eu e a fênix...ressurgem das cinzas!

                                                                                                                       Bjos!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

São Tomé??!!??


Olá amigos...


Lendo esse artigo de jornal, fiquei pensando no quanto, realmente é importante o nosso "olhar". Sabemos de todas as adversidades, do quão complicada é a nossa realidade e a dos nossos alunos, mas ao mesmo tempo, o fato de não "botarmos fé" neles só vem deixar mais grotesca essa cena que nos parece tão familiar.


Já me disseram uma vez que sou muito idealista, que acredito demais, que sonho demais.... Devo concordar, pois prefiro enxergar meu "copo meio cheio" a enxergá-lo meio vazio. Sei que é apenas uma forma de ver as coisas, porém...enquanto houver esperanças...há vida e é disso que nossos alunos precisam...de VIDA, de alguém que acredite e que os faça acreditar e realizar. É isso ....

13/07/2009 - 09h34
Professor não crê no êxito dos alunos, indica pesquisa

O estudo Violência e Convivência nas Escolas, realizado por pesquisadores da Ritla (Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana), aponta que mais de 60% dos docentes entrevistados têm certeza de que seus alunos vão abandonar os estudos para trabalhar. Além disso, só 15% dos professores acreditam que eles vão terminar o ensino médio e encontrar um bom emprego. "Na verdade, essa visão replica o que acontece na sociedade. Essa falta de crença no aluno é a mesma falta de crença e de compreensão que cerca o jovem de forma geral", afirma a autora do estudo, Miriam Abramovay.

Para a educadora Guiomar Namo de Mello, a resposta dos professores não é simplesmente pessimista, mas está contaminada pelo que eles veem todos os dias na escola. "É uma atitude fatalista, mas com uma base muito clara na realidade que ele vê todos os dias. Talvez ele simplesmente não encontre saída na circunstância em que está." A educadora alerta que essas posições podem levar a um círculo vicioso - "uma profecia que se autorrealiza".

E uma outra pesquisa, divulgada em abril deste ano pelo Centro de Políticas Sociais da FGV (Fundação Getúlio Vargas), pode ajudar a entender esse círculo. O levantamento mostra que o principal motivo da evasão escolar de adolescentes é a falta de interesse. Dos jovens de 15 a 17 anos que abandonaram a escola, 40,1% deixaram por desinteresse. O trabalho é motivo para 27,1%; atualmente o ensino médio tem a maior taxa de evasão da educação básica - 661 mil estudantes entre 2005 e 2007. Entre 2004 e 2006, o número total de matriculados nas três séries caiu 2,9%, apesar de só 44% dos jovens de 15 a 17 anos, a idade correta, estarem matriculados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Dia do Saresp

Olá amigos...

Como prometido ontem, publico a seguir algumas sugestões de Práticas de Leitura que podem atender tanto ao Ciclo I como ao Ciclo II, possibilitando um trabalho mais efetivo em sala de aula, quando o assunto for Leitura, seja em qual disciplina for. Espero que auxilie no trabalho de vocês!
Bjos


Orientações para o Ensino de Língua Portuguesa
Práticas de Leitura – Orientações Didáticas

Para que as expectativas de aprendizagem dos alunos em relação às PRÁTICAS DE LEITURA possam ser concretizadas é necessário planejar e organizar situações didáticas tais como:

1.1. Leitura diária para os alunos de contos, lendas, mitos e livros de história em capítulos de forma a repertoriá-los ao mesmo tempo em que se familiarizam com a linguagem que se usa para escrever, condição para que possam produzir seus próprios textos.

1.2. Rodas de leitores em que os alunos possam compartilhar opiniões sobre os livros e textos lidos (favoráveis ou desfavoráveis) e indicá-los (ou não) aos colegas.

1.3. Leitura — pelos alunos — de diferentes gêneros textuais (em todos os anos do ciclo) para dotá-los de um conhecimento procedimental sobre a forma e o modo de funcionamento de parte da variedade de gêneros que existem fora da escola. Isto é, conhecerem sua forma e saberem quando e como usá-los.

1.4. Montar um acervo de classe com livros de boa qualidade literária para uso dos alunos: tanto em sala de aula como para empréstimo. É a partir deste acervo que se podem realizar as rodas de leitores (ver 2.2).

1.5. Momentos em que os alunos tenham que ler histórias — para os colegas ou para outras classes — para que melhorem seu desempenho neste tipo de leitura, possam compreender a importância e a necessidade de se preparar previamente para ler em voz alta.

1.6. Atividades em que os alunos consultem fontes em diferentes suportes (jornal, revista, enciclopédia etc.) para aprender a buscar informações.

1.7. Montar um acervo de classe com jornais, revistas, enciclopédias, textos informativos copiados da internet que sirvam como fontes de informação, como materiais de estudo e ampliação do conhecimento, ensinando os alunos a utilizar e manuseá-los. Este acervo deve ser renovado em função dos projetos desenvolvidos na classe.

1.8. Atividades de leitura com diferentes propósitos (para se divertir, se informar sobre um assunto, localizar uma informação específica, para realizar algo), propiciando que os alunos aprendam os procedimentos adequados aos propósitos e gêneros.

1.9. Atividades em que os alunos, após a leitura de um texto, comuniquem aos colegas o que compreenderam, compartilhem pontos de vista sobre o texto que leram, sobre o assunto e façam relação com outros textos lidos.

1.10. Leitura de textos com o propósito de ler para estudar em que os alunos aprendam procedimentos como reler para estabelecer relações entre o que está lendo e o que já foi lido, para resolver uma suposta contradição ou mesmo para estabelecer a relação entre diferentes informações veiculadas pelo texto, utilizando para isto: anotações, grifos, pequenos resumos etc.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

CURIOSO, EU ??!!!

Hummmm você também é curioso?



Então, estamos no lugar certo! Estive pesquisando umas
coisinhas por aí e olhem o que encontrei...pérolas legítimas
da nossa Língua Portuguesa. Como não aguento...(sem
trema...será que consigo???) vim rapidinho mostrar a vocês o que encontrei.
Espero que gostem!


A MATANÇA GRAMATICAL.............
Tudo é matança, mas há algumas diferenças: o filho que mata o pai comete um parricídio. O filho que mata a mãe comete um matricídio. Os pais que matam o filho cometem um filicídio. A mulher que mata o marido comete um mariticídio. E o marido que mata a esposa comete (que horrível) um uxoricídio.
APERTEM OS CINTOS!.............Para cada realidade concreta existe uma palavra adequada. Quando um avião desce no aeroporto, aterrissa ou aterriza. Quando o hidroavião pousa no mar, amerissa. E quando uma nave pousa na lua, alunissa ou aluniza.
FRANCESISMOS? MERCI BEAUCOUP!.............É bom saber que algumas palavras do nosso vocabulário vieram do francês e, embora possamos usá-las tranqüilamente, possuem correspondentes exatos no português. Para ateliê temos oficina; para complô temos conspiração; para menu temos cardápio; e para omelete temos fritada de ovos.
POLITICAMENTE CORRETO............. Hoje, há quem diga que precisamos falar politicamente correto, evitando expressões racistas como: ele judiou de mim, a coisa tá preta ou você está denegrindo minha imagem. Até os brancos começam a se revoltar quando ouvem o vestibulando reclamar: Xi... me deu um branco!
PONTUALIDADE BRASILEIRA .............A distinção entre hora e horário é delicada, mas real. Hora pode ser definida como a 24ª parte de um dia inteiro ou como um período de 60 minutos. Já horário (tanto substantivo como adjetivo) refere-se a um período com mais de 1 hora: horário do ônibus, horário nobre, fuso horário, carga horária. Uma comparação: calendário é o período de dias, palavra proveniente de calendas que, em latim, era o primeiro dia do mês.
FALOU E DISSE!.............Falar e dizer não são sinônimos. Quem fala, fala bem, fala muito, fala com alguém, fala diante dos outros. Já quem diz, diz a verdade, diz o que pensa, diz besteira, diz o que não deve. Falar tem a ver com o ato da fala. Dizer tem a ver com o conteúdo expresso por aquele que fala. Falou?
A CURA PELA GRAMÁTICA.............Existe uma doença que admite os quatro usos que médicos e pacientes fazem dela: a diabete, a diabetes, o diabete e o diabetes. Por outro lado, no caso da palavra terminada em s, o adjetivo que lhe segue fica no singular: diabetes insípido, diabetes melito, diabetes sacarino ou diabetes sacarina.
QUESTÃO DE OUVIDO.............Li, certa vez, numa placa: "É proibida a instalação de autofalantes." O ouvido doeu. Não tanto pelo medo de ouvir alguém gritando pelo alto-falante, mas por imaginar como alguém poderia fazer o casamento entre um automóvel e um falante, que ainda por cima era proibido instalar.
O OUVIDO DÓI, MAS O QUE FAZER?.............A prosódia indica-nos a maneira certa de pronunciar as palavras, levando em conta a sua tonicidade, conhecimento que ajuda a grafá-las corretamente. Rubrica fala-se rubrica, com o i tônico, mas não acentuado. Ruim é ruim, com i tônico, mas não acentuado. Maquinaria é maquinaria, com i tônico mas não acentuado. E pudico fala-se pudico mesmo, com i tônico, e esse i também não é acentuado.
A METONÍMIA E O IBOPE.............Metonímia é uma figura de linguagem em que se usa uma palavra no lugar de outra, estando as duas estreitamente relacionadas. Quando eu digo que a novela está sem ibope trata-se de uma metonímia, porque ibope é a sigla do Instituto Brasileiro de Opinião Pública, e o que a novela não tem mesmo é audiência, cujo índice, aí sim, é calculado pelo Ibope.
MEDICINA GRAMATICAL.............Às vezes falamos com imprecisões de sentido, e valeria a pena caprichar. Por exemplo: febre alta. Na verdade, toda febre é temperatura alta. Febre baixa, pelo menos na medicina gramatical, também não existe. Outro exemplo: tirar a pressão. Se uma enfermeira tirar a minha pressão sangüínea eu morro na hora. É bem melhor pedir-lhe para medir a pressão.
O TEMPO NÃO PÁRA.............Hoje é hoje. Amanhã é depois de hoje. E depois de amanhã (sem hífens) é daqui a dois dias. E como voltar para o passado? Ontem foi antes de hoje. Antes de ontem é anteontem. E antes de anteontem? Trasanteontem. Por incrível que pareça.
INSÔNIA GRAMATICAL.............Depois do décimo carneirinho, podemos contar, sem hífen: décimo primeiro, décimo segundo. Depois: vigésimo, vigésimo primeiro, vigésimo segundo, também sem hífen. Depois: centésimo, centésimo primeiro... também sem hífen. E se a insônia for longa, milionésimo, bilionésimo, trilionésimo primeiro, trilionésimo segundo... e boa-noite!
E AGORA, JOSÉ?.............O vocativo é a palavra que serve para chamar alguém ou um animal. Se estiver no meio da frase, vem entre vírgulas. Se estiver no início, põe-se uma vírgula depois. Se vier no final, põe-se uma vírgula antes. Vejamos: José, e agora? E agora, José? Mas, José, e agora?
O MELHOR, SE FOR MELHOR, MELHOR VIVERÁ.............Na frase acima, a palavra melhor pertence a três categorias gramaticais diferentes. O melhor (substantivo), se for melhor (adjetivo), melhor (advérbio) viverá. Deles, o último é invariável. A frase no plural fica assim: os melhores, se forem melhores, melhor viverão.
MUDANÇA DE HÁBITO.............Como tratar pessoas que ocupam cargos importantes? Um cardeal é Vossa Eminência. Um ministro é Vossa Excelência. Um prefeito também. Um reitor é Vossa Magnificência. Um padre é Vossa Reverendíssima. Um gerente de banco é Vossa Senhoria. Um coronel também. E o papa é Vossa Santidade. Se estamos acostumados a chamar todo mundo de você, é melhor mudar de hábito...
CONVERSA PRA BOI DORMIR.............Até no açougue é preciso falar bem. Quando queremos comprar a parte traseira acima das coxas do animal, devemos pedir alguns gramas ou mesmo um quilo de coxão. Trata-se do aumentativo de coxa. Há quem fale colchão, mas isso já é conversa pra boi dormir.
APOFONIA: ISSO TEM CURA? ............. Vários nomes que, no singular, possuem na sílaba tônica um o fechado - povo, poço, glorioso e olho - no plural experimentam mudança de timbre. As palavras povos, poços, gloriosos e olhos são pronunciadas com o o aberto. É o caso também de novos, porcos e coros. Este é um exemplo de apofonia. E como toda a regra tem a sua exceção, gostos, tronos e bolsos têm o o tônico fechado.
QUE PENA!.............O uso contínuo de uma expressão errada torna o erro invisível. Poucos vêem o equívoco de usar a palavra penalizar no sentido de punir e castigar. É comum ouvirmos, por exemplo: os jogadores foram penalizados com a expulsão. Penalizar, na verdade, significa causar dor e tristeza. Ele ficou penalizado (ficou triste) ao ver a expulsão dos jogadores. O certo, então, é mudar o verbo da frase anterior, e escrever assim: os jogadores foram punidos com a expulsão.
A SINGULARIDADE DO PLURAL ............. Várias palavras, no plural, adquirem significados diferentes. Ouro, no singular, é o metal precioso. Ouros, no plural, é um dos naipes das cartas do baralho. Bem é o contrário de mal. Bens são as propriedades que uma pessoa tem. Letra é um caractere do alfabeto. Letras é o curso universitário. Liberdade é o poder de escolher. Liberdades é quando a moça repreende o rapaz apressadinho: - Vamos parar com essas liberdades?
QUESTÃO DE DIPLOMACIA.............No mundo da diplomacia, um deslize verbal pode abalar o relacionamento entre dois países. Jamais devemos chamar uma embaixadora de embaixatriz. Ambas as palavras fazem o feminino de embaixador. Porém, a diferença entre uma e outra é imensa: embaixadora é a mulher que ocupa o cargo mais elevado numa embaixada, e embaixatriz é apenas... a esposa do embaixador.
DOURAR A PÍLULA. Eufemismo? É suavizar uma idéia trocando a palavra ou expressão própria por outra menos desagradável ou chocante. Dizemos descansou em vez de morreu. Desviou recursos em lugar de roubou. O mais recente exemplo vem dos States. Clinton não admite 'relação sexual' com a estagiária. Fala em 'relação imprópria'. Doura a pílula.
PUXA-SACO .............É só o que dá. Nos programas eleitorais , é elogio pra lá, elogio pra cá. Um candidato manda o outro pro céu. O outro, pro paraíso. O latim tem uma expressão que traduz esse puxa -saquismo interesseiro. É 'asinus asinum fricat' . Tradução : O burro esfrega o burro.
Nossa...quanta coisa heim? Bom, até a próxima...
Bjos

MATERIAL DA RECUPERAÇÃO PARALELA...

Olá, pessoal...



Após um "frio e tenebroso" período de espera....venho dar boas notías....



CHEGOU O MATERIAL DA RECUPERAÇÃO PARALELA!!!!







Uhuhuhuhuhh!!!!

Já podem ser retirados os kits do referido material, na Oficina Pedagógica, com Camila, Carlos, Leandro ou Tania.

Esperamos vocês!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

"A Pipa e a Flor"

Olá amigos, tudo bem?

Estou de volta...e hoje, especialmente com um texto do qual gosto muito. Na verdade é um livro de Rubem Alves, de quem também sou fã. É impressionante como nos apercebemos de tantas coisas, quando paramos para ler. Realmente,como dizia Drummond, "as palavras têm a chave"...Não dá para nos fecharmos a tanta evidência, não é? Por mais que queiramos, quando a palavra nos toca, é inivitável a reflexão e quiçá...as ações que dela deverá resultar.
Quero muito comapartilhar com vocês esse texto, que na minha opinião é sensacional:

A pipa e a flor

Poucas pessoas conseguiram definir tão bem os caminhos do amor como
Rubens Alves, numa fábula surpreendente, cujos personagens são uma pipa
e uma flor.

A história começa com algumas considerações de um personagem que
deduzimos ser um velho sábio. Ele observa algumas pipas presas aos fios
elétricos e aos galhos das árvores e sente-se triste por vê-las nesta
condição: porque as pipas foram feitas para voar! Ele acrescenta que as
pessoas também precisam ter uma pipa solta dentro delas para serem
boas. Mas aponta um fator contraditório: Para voar, a pipa tem que estar presa numa linha e a outra ponta da linha precisa estar segura na mão de alguém. Poder-se-ia pensar que, cortando a linha, a pipa pudesse voar mais alto, mas não é assim que acontece. Se a linha for cortada, a pipa começa a cair.

Em seguida, ele narra a história de um menino que confeccionou uma pipa. Ele estava tão feliz, que desenhou nela um sorriso. Todos os dias, ele empinava a pipa alegremente. A pipa também se sentia feliz e, lá do alto, observava a paisagem e se divertia com as outras pipas que
também voavam.
Um dia, durante o seu vôo, a pipa viu lá embaixo uma flor e ficou encantada, não com a beleza da flor, porque ela já havia visto outras até mais bonitas, mas alguma coisa nos olhos da flor a havia
enfeitiçado. Resolveu, então, romper a linha que a prendia à mão do menino e dá-la para a flor segurar. Quanta felicidade ocorreu depois! A flor segurava a linha, a pipa voava; na volta, contava para a flor tudo o que vira.

Acontece que a flor começou a ficar com inveja e ciúme da pipa. Invejar é ficar infeliz com as coisas que os outros têm e nós não temos; ter ciúme é sofrer por perceber a felicidade do outro quando a gente não está perto. A flor, por causa dessses dois sentimentos, começou a pensar: se a pipa me amasse mesmo, não ficaria tão feliz longe de mim...
Quando a pipa voltava de seu vôo, a flor não mais se mostrava feliz... estava sempre amargurada, querendo saber com o que a pipa estivera se divertindo. A partir daí, a flor começou a encurtar a linha, não permitindo à pipa voar alto. Foi encurtando a linha... até que a pipa só podia mesmo sobrevoar a flor.

Esta história, segundo o autor, ainda não terminou e está acontecendo em algum lugar neste exato momento.
Há três finais possíveis para ela:
1. A pipa, cansada pela atitude da flor, resolveu romper a linha e procurar uma mão menos egoísta
2. A pipa, mesmo triste com a atitude da flor, decidiu ficar... mas nunca mais sorriu
3. A flor, na verdade, estava enfeitiçada... e o feitiço se quebraria no dia em que ela visse a felicidade da pipa e não sentisse inveja ou ciúme. Isso aconteceu num belo dia de sol e a flor se transformou em uma linda borboleta e as duas voaram juntas...

quinta-feira, 9 de abril de 2009

"Coelhinho da Páscoa que trazes para mim...????"

Caros amigos,

Todo tempo é tempo de renovação, de reflexão, de solidariedade. Marcar algumas datas, imortalizar costumes talvez seja uma das formas de sempre nos lembrar do que estamos "nos esquecendo"...parece engraçado na forma de escrever, mas muito real na de sentir.
Que todos os "coelhos" do mundo tragam além dos ovos tudo de bom, que nos lembremos e realizemos os "ajustes" do que precisamos repensar...
De quebra...um ppt muito lindo para nós nos deliciarmos (tem até gosto de chocolate...acreditem!!!)





Até mais...
Taninha

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Literatura nos faróis


Olá, amigos...

Fiquei imensamente feliz ao ler a reportagem que publico abaixo. São "atitudes" que mudarão os rumos desta nação. Não há como negar, educação se faz por meio de atitude, estímulo também. Vejam que idéia fantástica:





Vale mais que um trocado


Ambulantes, pedintes e moradores de rua não esperam só por dinheiro dos motoristas parados no sinal vermelho. Sem pagar pra ver, eu vi

Rodrigo Ratier (rodrigo.ratier@abril.com.br)
WriteAutor('Rodrigo Ratier');


"Dinheiro eu não tenho, mas estou aqui com uma caixa cheia de livros. Quer um?" Repeti essa oferta a pedintes, artistas circenses e vendedores ambulantes, pessoas de todas as idades que fazem dos congestionamentos da cidade de São Paulo o cenário de seu ganha-pão. A ideia surgiu de uma combinação com os colegas de NOVA ESCOLA: em vez de dinheiro, eu ofereceria um livro a quem me abordasse - e conferiria as reações. Para começar, acomodei 45 obras variadas - do clássico Auto da Barca do Inferno, escrito por Gil Vicente, ao infantil divertidíssimo Divina Albertina, da contemporânea Christine Davenier - em uma caixa de papelão no banco do carona de meu Palio preto. Tudo pronto, hora de rodar. Em 13 oferecimentos, nenhuma recusa. E houve gente que pediu mais.
Nas ruas, tem de tudo. Diferentemente do que se pode pensar, a maioria dessas pessoas tem, sim, alguma formação escolar. Uma pesquisa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, realizada só com moradores de rua e divulgada em 2008, revelou que apenas 15% nunca estudaram. Como 74% afirmam ter sido alfabetizados, não é exagero dizer que as vias públicas são um terreno fértil para a leitura. Notei até certa familiaridade com o tema. No primeiro dia, num cruzamento do Itaim, um bairro nobre, encontrei Vitor*, 20 anos, vendedor de balas. Assim que comecei a falar, ele projetou a cabeça para dentro do veículo e examinou o acervo: - Tem aí algum do Sidney Sheldon? Era o que eu mais curtia quando estava na cadeia. Foi lá que aprendi a ler. Na ausência do célebre novelista americano, o critério de seleção se tornou mais simples. Vitor pegou o exemplar mais grosso da caixa e aproveitou para escolher outro - "Esse do castelo, que deve ser de mistério" - para presentear a mulher que o esperava na calçada. Aos poucos, fui percebendo que o público mais crítico era formado por jovens, como Micaela*, 15 anos. Ela é parte do contingente de 2 mil ambulantes que batem ponto nos semáforos da cidade, de acordo com números da prefeitura de São Paulo. Num domingo, enfrentava com paçocas a 1 real uma concorrência que apinhava todos os cruzamentos da avenida Tiradentes, no centro. Fiz a pergunta de sempre. E ela respondeu: - Hum, depende do livro. Tem algum de literatura?, provocou, antes de se decidir por Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. As crianças faziam festa (um dado vergonhoso: segundo a Prefeitura, ainda existem 1,8 mil delas nas ruas de São Paulo). Por estarem sempre acompanhadas, minha coleção diminuía a cada um desses encontros do acaso. Érico*, 9 anos, chegou com ar desconfiado pelo lado do passageiro:
- Sabe ler?, perguntei.

- Não..., disse ele, enquanto olhava a caixa. Mas, já prevendo o que poderia ganhar, reformulou a resposta:

- Sim. Sei, sim.

- Em que ano você está?

- Na 4ª B. Tio, você pode dar um para mim e outros para meus amigos?, indagou, apontando para um menino e uma menina, que já se aproximavam.

Mas o problema, como canta Paulinho da Viola, é que o sinal ia abrir. O motorista do carro da frente, indiferente à corrida desenfreada do trio, arrancou pela avenida Brasil, levando embora a mercadoria pendurada no retrovisor. Se no momento das entregas que eu realizava se misturavam humor, drama, aventura e certo suspense, observar a reação das pessoas depois de presenteadas era como reler um livro que fica mais saboroso a cada leitura. Esquina após esquina, o enredo se repetia: enquanto eu esperava o sinal abrir, adultos e crianças, sentados no meio-fio, folheavam páginas. Pareciam se esquecer dos produtos, dos malabares, do dinheiro... - Ganhar um livro é sempre bem-vindo. A literatura é maravilhosa, explicou, com sensibilidade, um vendedor de raquetes que dão choques em insetos. Quase chegando ao fim da jornada literária, conheci Maria*. Carregava a pequena Vitória*, 1 ano recém-completado, e cobiçava alguns trocados num canteiro da Zona Norte da cidade. Ganhou um livro infantil e agradeceu. Avancei dois quarteirões e fiz o retorno. Então, a vi novamente. Ela lia para a menininha no colo. Espremi os olhos para tentar ver seu semblante pelo retrovisor. Acho que sorria.

* os nomes foram trocados para preservar os personagens.

http://revistaescola.abril.uol.com.br/gestao-escolar/diretor/vale-mais-trocado-432764.shtml

Que forma interessante de dar muito mais que "esmolas", não acham? Adorei!

Até a próxima!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

De onde vem??!!!

Olá, Pessoal...

Depois de alguns dias fora, estou retornando com a "corda toda" para seguir a nossa caminhada letiva...rs Lendo mil coisas por aí, encontrei uma curiosidade muito interessante, vejam só:



"Chorar as pitangas..."




Em sua história, o Brasil se comportou como um rico mosaico de culturas onde influências diversas deram origem às várias facetas que hoje tentam definir a figura do brasileiro. Sem dúvida, é praticamente impossível alegar que nosso país seja portador de uma “cultura pura”.
Povos oriundos das mais diversas partes do mundo deixaram aqui sua marca, compondo a formação de um amplo leque de hábitos, gestos e expressões que não reconhecem nenhum tipo de limitação.No início do processo de colonização, apesar das várias situações de conflito, portugueses e indígenas estabeleceram um contato empreendedor de diversas trocas culturais. Com esse respeito, alguns historiadores chegam a levantar a hipótese de que as dificuldades enfrentadas pelos colonos lusitanos seriam bem maiores caso não buscassem os saberes acumulados pelas sociedades indígenas que há séculos desbravaram o território.De fato, o desafio de se adaptar a um espaço desconhecido deve ter feito muitos colonos “chorar lágrimas de sangue”. No entanto, se um português fosse se queixar a um indígena por meio dessa expressão gastaria certo tempo para que essa metáfora fizesse algum sentido para o nativo.
É justamente aí que o contato entre esses dois mundos distintos, no caso, indígena e português, possibilitou a criação de novas expressões que perpetuaram em nosso cotidiano.Segundo a indicação de algumas pesquisas, como a do folclorista Câmara Cascudo, o termo “chorar as pitangas” foi cunhado por meio desse contato entre culturas diferentes. No caso, o “sangue” que compunha a expressão lusitana foi substituído por “pitanga”, que significa “vermelho” na língua tupi. Dessa forma, o termo acabou fazendo alusão à uma lamentação extensa, onde o reclamante passaria chorando até ficar com seus olhos avermelhados.Foi assim que uma nova expressão foi desenhada para reclamar das várias intempéries ocorridas durante o longo e difícil processo de dominação do território brasileiro. Não se limitando ao passado colonial, ainda temos muitas pessoas que admitem “chorar suas pitangas” quando algum tipo de contratempo .

Por Rainer SousaGraduado em História


Equipe Brasil Escola


http://www.brasilescola.com/curiosidades/chorar-as-pitangas.htm


Muito legal não acham? Eu adorei !!!!
Beijos...até mais

terça-feira, 24 de março de 2009

Reforma Ortográfica? Mito ou realidade?

Olá amigos,

Falaremos agora de um assunto que, para mim, causa um certo desconforto: Reforma Ortográfica. Espero que me entendam, mas acredito que as modificações que foram propostas, em nada ajudam ou melhoram o ensino ou a utilização da Nossa Língua Portuguesa no dia a dia (com ou sem hífen? rs) . Tenta-se unificar a ortografia, porém a pronúncia não se modifica. Por que tratar o coitado do "trema" dessa forma? Fico inconformada com isso...mas, fazer o quê? Se os "homens das letras" decidem...vamos ver o que a população fará, pois já está mais do que provado: o que legitima a regra, é o uso que se faz dela. Portanto, prefiro aguardar a publicação em Diário Oficial, algo mais "concreto" para poder "trabalhar" com a reforma que, ao meu ver, ainda vai render muuuito...Enquanto isso, como bons brasileiros, vamos nos divertir um pouco, aproveitando sempre para refetir também, claro!

Bjos

Até a próxima!

Taninha







quinta-feira, 19 de março de 2009

O IDESP ...e agora JOSÉ?????



Olá, amigos!

Quero aproveitar este espaço para cumprimentar todos os professores e as escolas da nossa rede e em especial, as da nossa Diretoria pelo empenho e a dedicação com que trabalharam exaustivamente durante todo o ano passado em função dos resultados do IDESP.

É inevitável porém que os esperados 120% não cheguem a todos de forma uniforme, uma vez que cada escola possui uma comunidade diferente, recursos e equipes escolares (docentes e discentes) diferentes.

Sabemos também, que o desafio e a vontade de superar motiva e faz crescer. Sei que muitos poderão pensar que estou fazendo alguma apologia a alguma coisa...rs mas na verdade, não pude me conter. Todo trabalho realizado, todo degrau alcançado precisa ser valorizado, tanto pelos professores com realção aos seus alunos, quanto da equipe gestora com os professores e assim sucessivamente.

Não se trata aqui de "gotas de otimismo", mas o reconhecimento de um trabalho desenvolvido com seriedade e competência. Tenho certeza de que nosso compromisso com a Educação vai muito além. Para tanto, um texto "básico"...vejam só que interessante:


PEIXES FRESCOS

"Os japoneses sempre adoraram peixe fresco. Porém, as águas perto do Japão não produzem muitos peixes há décadas. Assim, para alimentar a sua população, os japoneses aumentaram o tamanho dos navios pesqueiros e começaram a pescar mais longe do que nunca.
Quanto mais longe os pescadores iam, mais tempo levava para o peixe chegar.
Se a viagem de volta levasse mais do que alguns dias, o peixe já não era mais fresco e os japoneses não gostaram do gosto destes peixes.
Para resolver este problema, as empresas de pesca instalaram congeladores em seus barcos.Eles pescavam e congelavam os peixes em alto-mar.
Os congeladores permitiram que os pesqueiros fossem mais longe e ficassem em alto mar por muito mais tempo.
Os japoneses conseguiram notar a diferença entre peixe fresco e peixe congelado e, é claro, eles não gostaram. Então, as empresas de pesca instalaram tanques de peixe nos navios pesqueiros.
Eles podiam pescar e enfiar esses peixes nos tanques, como "sardinhas".
Depois de certo tempo, pela falta de espaço, eles paravam de se debater e não se moviam mais. Eles chegavam vivos, porém cansados e abatidos.
Infelizmente, os japoneses ainda podiam notar a diferença do gosto. Por não se mexerem por dias, os peixes perdiam o gosto de frescor. Os consumidores japoneses preferiam o gosto de peixe fresco e não o gosto de peixe apático. Como os japoneses resolveram este problema?
Como eles conseguiram trazer ao Japão peixes com gosto de puro frescor?
Se você estivesse dando consultoria para a empresa de pesca, o que você recomendaria?

........ pensem......

Para conservar o gosto de peixe fresco, as empresas de pesca japonesas ainda colocam os peixes dentro de tanques, nos seus barcos. Mas, eles também adicionaram um pequeno tubarão em cada tanque. O tubarão come alguns peixes, mas a maioria dos peixes chega "muito vivo" e fresco no desembarque.
Tudo porque os peixes são desafiados, lá nos tanques. Portanto, como norma de vida, ao invés de evitar desafios, pule dentro deles.
Massacre-os.
Curta o jogo.
Se seus desafios são muito grandes e numerosos, não desista, se reorganize!
Busque mais determinação, mais conhecimento e mais ajuda.
Se você alcançou seus objetivos, coloque objetivos maiores.

Crie seu sucesso pessoal e não se acomode nele.

Você tem recursos, habilidades e destrezas para fazer a diferença.

"Ponha um tubarão no seu tanque e veja quão longe você realmente pode chegar".



"O homem progride, estranhamente, somente perante a um ambiente desafiador".




Professores, nosso desafio é diário... Contem sempre conosco !




Grande Abraço!

quarta-feira, 18 de março de 2009

Escrever e Escrever, ler e ler ...essa é a solução!

Olá amigos... Ficar "possesso" ou seria...poceço? humm posseço? Melhor ler mesmo!Precisamos sempre ter bom humor,principalmente quando nos referimos à escrita x Professores de Português...rsrs Vejam um vídeo, só para descontrair!

video


Grande beijo


Taninha

Atenção escolas : Jogos Florais de Ribeirão Preto


Estamos divulgando os XXII JOGOS FLORAIS DE RIBEIRÃO PRETO e X JOGOS FLORAIS ESTUDANTIS DE RIBEIRÃO PRETO, promoção: Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto
Secretaria Municipal da Cultura Instituto do Livro de Ribeirão Preto
Secretaria Municipal da Educação e União Brasileira de Trovadores - UBT – secção de Ribeirão Preto.

Vamos incentivar nossos alunos a serem os Trovadores do século XXI? Uma ótima oportunidade para trabalharmos produção de textos não acham?

Grande Abraço, bom trabalho!

quarta-feira, 11 de março de 2009

Gramática, o que fazer com ela ?


Olá, amigos...

Venho falar de um assunto bastante interessante para nós, professores (ou futuros professores - aos meus alunos) de Língua Portuguesa. O que fazer com a "bendita gramática"? Engraçado que sempre me lembro da minha avó dizendo: "Mais vale a prática do que a gramática", na época não entendia o que ela poderia ter contra a Língua Portuguesa...mas hoje sei que não era nada disso.(ainda bem né!)

De acordo com nosso material (cadernos do Professor e do aluno), pudemos observar algumas modificações quanto à inserção mais explícita da gramática nas aulas de Língua Portuguesa. Na minha humilde concepção não há, realmente, como trabalhar a gramática, como algo solto, desvinculado dos textos, da fala, enfim. Lendo uma entrevista de Josué Machado, articulador da Revista Língua Portuguesa, com José Carlos de Azeredo resolvi compartilhar com vocês, algusn trechos que nos trazem uma boa reflexão. Espero que gosteme comentem!


Josué Machado

Em sua moderna e bem fundamentada Gramática Houaiss (Publifolha / Instituto Houaiss, 2008), de acordo com a nova ortografia, José Carlos de Azeredo expõe com clareza o papel da gramática normativa. E realça o fato de que o lugar do padrão da língua não é o de substituto de qualquer variedade usada pelas pessoas, mas o de "um saber a mais, uma competência adicional, necessária ou, pelo menos, útil a novas experiências culturais". Azeredo é doutor pela UFRJ, onde ensinou língua portuguesa de 1970 a 1996. Agora é professor adjunto do Instituto de Letras da UERJ. Publicou o ótimo, porque claro e didático, Escrevendo pela Nova Ortografia (Publifolha, 2008); Iniciação à Sintaxe do Português (1990); Fundamentos de Gramática do Português (2000); e Ensino de Português (2007), estes na Jorge Zahar.

O ensino da gramática ajuda na produção e na compreensão de textos?
A gramática não é só um meio auxiliar no processo de produzir e entender textos, pois é a própria garantia de uma parte fundamental do sentido. Não há língua sem gramática; é dispondo as palavras numa ordem e formando conjuntos com elas no interior dos enunciados que exprimimos ideias e compomos textos. As regras responsáveis por esse 'arranjo significativo' pertencem à gramática da língua. Ensinar gramática é ensinar a organizar as palavras para formar orações, e orações para formar trechos maiores, que às vezes se manifestam na escrita como parágrafos. Se o professor acha que gramática é só nomenclatura, uma camisa de força para enquadrar o uso da língua em um padrão rígido de correção, não está preparado para ensinar gramática.

O ensino da "gramática pela gramática" é também responsável pela dificuldade da maioria em compreender textos?

Precisamos tornar claro o que os críticos do ensino de gramática chamam "ensino da gramática pela gramática". Filosoficamente, a importância de certos conhecimentos se resume na posse deles: até hoje ninguém explicou com precisão para que servem a poesia e a arte. O deleite e a decoração são usos, não a finalidade delas. Pergunta-se, porém, se há conteúdo pedagógico ensinado como conhecimento sem serventia além da posse dele. Não. Quando o aluno questiona o professor, este sempre vincula a posse do conhecimento à sua utilidade. Logo, "ensino da gramática pela gramática" traz em sua formulação a sua própria condenação.

Qual o papel do linguista, nesse caso?

Para ele, pesquisar o funcionamento de um fato gramatical em uma língua é uma forma de conhecer a natureza da linguagem humana. É claro que não é este o objetivo primeiro da escola e nem das famílias que esperam que ela forme seus filhos como cidadãos culturalmente ricos e tecnicamente aptos à vida produtiva. Conhecimento gramatical é algo que todos os que falam uma língua têm; se não, não seriam capazes de se comunicar. Outra coisa é o conhecimento dos termos técnicos e procedimentos de análise que nos explicitam a estruturação da frase e do texto. É preciso desenvolver a sensibilidade do estudante para o funcionamento da linguagem, e isso inclui a compreensão da organização gramatical. Pintores, arquitetos, eletricistas e artesãos se aperfeiçoam com a técnica dos mestres e aprendem a discorrer sobre esse conhecimento. Por que não há de ser assim com os usuários da palavra?

Qual a razão de alunos considerarem chato o ensino do português?

O ser humano é movido a propósitos. A ação que não tem finalidade é vazia de sentido e interesse. Até certa idade ele só se interessa pela atividade que lhe dá prazer imediato. É difícil propiciar isso às crianças, com o ensino gramatical. Com o passar do tempo e certo amadurecimento, o benefício pode até não ser imediato, mas deve estar visível. O envolvimento com a linguagem pela observação de seu funcionamento, da reflexão sobre a relação entre uso e sentido, é estratégia poderosa a serviço da ampliação dos recursos de expressão e compreensão. Cabe a cada professor achar o meio de tornar a reflexão sobre a linguagem uma atividade prazerosa ou benéfica. Sugiro atividades lúdicas, como as concebidas por Rodolfo Ilari no livro Introdução à Semântica: Brincando com a Gramática.

Os jovens perderam a capacidade de textualizar, de unir informações?

Essa queixa já figurava em um livrinho do início do século 20, Livro de Composição, de Manoel Bonfim e Olavo Bilac. Parece que hoje o problema se avolumou, pois é bem maior o número dos que chegam ao fim da formação fundamental e média com tal deficiência. Minha sugestão é que se faça do desenvolvimento das habilidades de leitura e expressão o objetivo de toda a escola, não só da disciplina de português. Todas as áreas dependem dessas habilidades, mas muitos professores acham que não cabe a eles colaborar para que os alunos as desenvolvam.

Que exercício um professor pode adotar para estimular a produção de textos?

As atividades de conversão de textos (dramáticos para narrativos e vice-versa), retextualizações em que se muda o tempo dos verbos (do presente para o passado e vice-versa) ou a pessoa do enunciador (em que o personagem de um relato em 3ª pessoa passa a narrar a história na 1a pessoa) são bem lúdicas e eficazes. Também é interessante a atividade de reestruturação de períodos (de orações independentes para a construção de subordinação, por exemplo). O clássico de Othon M. Garcia, Comunicação em Prosa Moderna, ainda é o melhor exemplo dessa proposta.

E para estimular a capacidade de interpretar textos e identificar o tema de um escrito?

A melhor maneira é o debate entre estudantes, supervisionado pelo professor. Não há receita, mas o que um texto significa não pode ser confundido com o que motivou seu autor a escrevê-lo, nem com a intenção de sentido que pode estar na cabeça do autor. A interpretação é trabalho que mobiliza os conhecimentos do leitor, as circunstâncias históricas em que se produz o texto e ocorre sua leitura e, claro, o conjunto de procedimentos linguísticos, retóricos, de gênero e de composição que é mobilizado para dar ao texto a forma com que ele chega ao leitor.

quarta-feira, 4 de março de 2009

COMO É QUE SE ESCREVE ???!!!



Essa é sempre uma pergunta recorrente em minhas aulas de gramática. Sendo assim, resolvi colocar uma explicação que julgo bem clara e objetiva. Espero que ajude a dissipar qualquer dúvida que ainda reste, ok?

Se houver alguma outra pergunta, fiquem à vontade que terei imenso prazer em responder, se souber, ou pesquisarei com afinco para aprendermos juntos, ok?

Esse ou este?

Por: JC Online

Esse ano ou este ano? Esse país ou este país? Não existem levantamentos, mas, se houvesse, os números seriam bem negativos - poucos sabem empregar corretamente os pronomes demonstrativos.

Em relação ao LUGAR

O lugar onde o falante está: este.
O lugar onde o ouvinte está: esse.
O lugar distante do falante e do ouvinte: aquele.

Exemplos:
-Este quarto está muito desarrumado. Vamos organizá-lo agora, filha?
-Essa poltrona onde você está sentado pertenceu ao meu avô.
-Traga-me esses livros que estão com você!
-Aquela casa antiga por onde passamos todos os dias será demolida amanhã.

Em relação ao TEMPO

Presente e futuro muito próximo: este.
Passado e futuro próximos: esse.
Passado distante: aquele.

Exemplos:

-Este ano (= 2008) eu vou tirar férias em dezembro.
-Esta noite ( = a de hoje) vou ao cinema.
-O ano de 2005 me trouxe muitas alegrias. Nesse ano eu viajei a Paris, conheci meu grande amor e ainda consegui um novo emprego.
-Em abril de 1940, nascia uma grande estrela. Naquele ano, o país vivia dias difíceis.

Em relação ao DISCURSO

O que vai ser mencionado: este/isto.
O que se mencionou antes: esse/isso.
Entre dois ou três fatos citados: o primeiro que foi citado = aquele, o do meio = esse, o último citado = este

Exemplos:
-É isto que eu digo sempre: cultura é fundamental.
-Meu irmão vive repetindo este provérbio: "Casa de ferreiro, espeto de pau".
-"Casa de ferreiro, espeto de pau." Meu irmão vive repetindo esse provérbio.
-O fumo é prejudicial à saúde, isso já foi comprovado cientificamente.
-O fumo é prejudicial à saúde, e esta deve ser preservada.-Machado de Assis e Carlos Drummond de Andrade são dois dos maiores nomes da literatura brasileira. Este é conhecido por suas poesias, aquele, por seus brilhantes romances.

http://www.mundovestibular.com.br/articles/5027/1/Esse-ou-este/Paacutegina1.html

Haja Capim...


Olá, Pessoal

Como vocês perceberam, gosto de compartilhar coisas boas com as pessoas e uma em especial é repassar textos inteligentes, interessantes, que fazem pensar, refletir e conseqüentemente (ainda com trema, estou esperando a regulamentação ortográfica publicada em diário oficial)faz crecer.

Assim sendo, vejam só que delícia de texto que recebi da minha aluna Milca (valeu hein!) e que trago para vocês!

No curso de Medicina, o professor se dirige ao aluno e pergunta:

-Quantos rins nós temos?

-Quatro, responde o aluno.

-Quatro? (replica o professor arrogante, daqueles que sentem prazer em pisar os outros.)
Traga um feixe de capim, pois temos um asno na sala, (ordena o professor ao auxiliar. )

-E para mim um cafezinho - completou o aluno ao auxiliar do mestre.

Irado, o professor expulsou o aluno da sala.

O aluno era, entretanto, o humorista Aparício Torelly Aporelly (1895- 1971), mais conhecido como o Barão de Itararé.

Ao sair da sala, o aluno ainda teve a audácia de corrigir o furioso mestre:

-O senhor me perguntou quantos rins nós temos. Nós temos quatro: dois meus e dois seus. Nós é pronome plural.

Tenha um bom apetite e delicie-se com o capim.


Moral da história:


A vida exige muito mais compreensão do que conhecimento.

Às vezes as pessoas, por terem um pouco a mais de conhecimento ou acreditarem que o tem, se acham no direito de subestimar os outros.

Haja capim ...!!!


Muito "legal" não é?

* Esse texto está circulando pela internet sem o nome do autor.

Bjos
Taninha

terça-feira, 3 de março de 2009

Simplesmente CORA CORALINA


Olá, bom dia!


Boas Novas... Ontem fiquei sabendo a respeito da 9ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto, que homenageará a escritora Cora Coralina, além do Chile, Amazonas e o escritor ribeirãopretano Galeno Amorim.


Gostaria de convidar os professores para que divulguem o Prêmio Literário Cora Coralina, muito interessante a proposta, com várias modalidades, desde o desenho infantil até Poema Adulto. As inscrições começam no dia 16/03 a 03/04. Nossos alunos se classificaram em vários concursos no ano passado, é a oportunidade de incentivá-los tanto a escrever quanto a ler, principalmente a obra de Cora Coralina, que é um dos nossos maiores ícones literários.


Link para inscrição no concurso: http://www.feiradolivroribeirao.com.br/

e o site da Prefeitura: http://www.ribeiraopreto.sp.gov.br/


Abaixo, deixo um vídeo sobre a cidade de Cora Coralina, Cidade de Goiás Velha, onde tive a oportunidade de conhecer a casa dela, suas "coisinhas", que nos fazem acreditar que esses "fenômenos literários" existiram realmente, foram pessoas simples como nós. Fica o convite para conhecer, mesmo que por vídeo, um pouquinho da história dela.


segunda-feira, 2 de março de 2009

Afinal, esses arquivos abrem ou não ?!?!?


Oi pessoal...


Obrigada pelas visitas e pelo alerta sobre o fato de alguns professores não terem conseguido abrir os arquivos. Peço que observem se no computador em que tentaram vê-los, existe o programa que abre arquivos em PDF, o ADOBE, por exemplo, pois eles estão todos nessa versão, ok?

Fiz o teste aqui na Diretoria de Ensino em vários computadores e os arquivos abriram, tentem novamente e me retornem, ok?


Abraços


Taninha

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

SOS Leitura e Produção de Texto



Olá, Professores...

No intuito de auxiliá-los quanto ao trabalho com Leitura e Produção de Texto, esclareço alguns pontos e sugiro alguns materiais para que suas aulas sejam melhores ainda, ok? Vamos lá então:

É importante que o professor que estiver com essas aulas esteja “antenado” com o professor titular da sala para que o trabalho seja coerente. Nesse caso, funciona assim: se o professor da sala estiver trabalhando com o gênero crônica você, de leitura e produção de texto, deverá observar com cuidado o que já está sendo trabalhado para não repetir o mesmo texto, aprofundando suas características, estimulando a fuição do tema, dentro do gênero proposto, além de chamar a atenção para a estética, o vocabulário, enfim.

***Na Proposta Curricular de Língua Portuguesa (livrinho preto e branco), tem uma divisão por série e por bimestre dos gêneros, vale comparar com os cadernos que chegaram para observar se houve alteração.

Para tanto, sugiro que pesquisem os acervos das escolas (bibliotecas, sala da Coordenação, salas de leitura), inclusive as coleções que estão chegando (Apoio ao saber) e dos próprios professores
que participaram dos projetos/cursos oferecidos pela Secretaria da Educação como: Hora da Leitura, Tecendo Leituras, A Crônica na Sala de Aula, Escrevendo o Futuro, algumas situações de aprendizagem disponibilizadas no site do São Paulo faz Escola.

Abaixo, alguns arquivos que disponibilizo para vocês!

Bom Trabalho!

Grande Abraço

Taninha

P.S.: Qualquer problema, é só chamar, ok?



























quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Novidades da SEE - Salas de Leitura em 2009

Quinta - feira, 26 de Fevereiro de 2009 11h30

Educação inova e define novo tipo de salas de leitura, com professores treinados
Novo conceito terá início já durante o mês de março

A Secretaria de Estado da Educação vai mudar o conceito de salas de leitura das escolas
estaduais. Durante o mês de março 500 escolas iniciarão o projeto de reformulação destes ambientes, que terão um professor re-adaptado a cada 8 horas diárias, garantindo a abertura em tempo integral aos alunos. O Diário Oficial do Estado publicou as novidades na última semana.
A Secretaria comunicou o projeto para toda a rede de escolas. A idéia é que já durante o próximo mês estas 500 escolas, de todo o Estado, estejam com suas salas de leitura modificadas e com os profissionais de "plantão". Estas escolas - cerca de 400 na Grande SP e 100 no interior e litoral - foram escolhidas pela Secretaria para iniciar o projeto por ter espaço de leitura com mais de 25m², mas mantê-lo fechado.
Além do professor, a Secretaria colocará um estagiário em cada sala de leitura - isso a partir do segundo semestre, já que a seleção acontecerá neste semestre. As novas salas de leitura terão, por exemplo, até dois computadores (dependendo do tamanho da sala), estantes específicas para livros, novo acervo de leitura, ventiladores, mesas de leitura, mesas de leitura para alunos com cadeiras de rodas e aparelhos de DVD e som.
"Todo o conceito de leitura nas escolas será alterado. Vamos criar um mediador de leitura em cada unidade. Será um professor que ficará responsável por planejar as atividades de leitura, que passarão a fazer parte do currículo escolar", afirma a coordenadora de Estudos e Normas Pedagógicas , Valéria Souza.
Com início em pelo menos 500 escolas (em 2009), as mais emergenciais, o projeto da Secretaria pretende atingir todas até o fim de 2010 (1.000 até o fim de 2009). A prioridade é para os cerca de 11.500 re-adaptados (professores que não podem ficar em sala de aula por motivo de saúde), que estão sendo escolhidos por cada diretoria de escola, seguindo critérios definidos pela Secretaria ( veja abaixo ). Se não houver re-adaptado na escola ou o re-adaptado não se encaixar no perfil, serão definidos professores temporários para a nova atribuição.
O novo modelo também permitirá que as obras dos acervos das escolas sejam emprestadas para os alunos. Até outubro de 2009 as escolas não emprestavam livros para seus alunos, já que os materiais eram considerados patrimônio das unidades (assim, o sumiço era responsabilidade do diretor). Comunicado da Secretaria autorizou que passassem a ser considerados materiais de consumo e, por isso, possam ser emprestados. Os estudantes podem retirar o livro e levar para casa ou para qualquer outro lugar que possa se transformar em ambiente de leitura.
"Seria simples abrir as salas de leitura com qualquer profissional. Mas estamos fazendo algo além. Vamos transformá-las em espaço de aprendizagem, de formação de leitores, que permita ao aluno conhecer grandes obras literárias e que ofereça instrumentos de pesquisa", diz Maria Salles.
Das 500 escolas, 88 passam por reformas em suas salas de leitura. A partir do lançamento a Secretaria iniciará as reformas em demais salas que houver necessidade.
A Proposta Curricular do Estado para 2009 já traz referências ao uso de salas de leitura pelos professores, utilizando estes novos mediadores de leitura. "As salas hoje são apenas para apoio de leitura. Mas com um professor específico ganharão espaço no dia-a-dia das escolas", finaliza a coordenadora Valéria Souza.
Qualificações dos mediadores de leitura
· Preferencialmente, licenciatura plena em Língua Portuguesa. Como segunda opção, Letras, Pedagogia, História, Artes e Sociologia.
· Ter exercido magistério em sala de aula por pelo menos três anos
· Ter participado de cursos da Secretaria na área de leitura
· Ter domínio de informática e sistemas infomatizados
Outras qualificações
O profissional deve ser: inovador, dinâmico, freqüentador de espaços culturais e bem relacionado com a comunidade escolar

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Um pouco da História do Carnaval

Professores, estamos na época mais "gostosa" e dançante do ano...que tal contextualizarmos essa "festa" para os nossos alunos poderem "brincar" não por meio das músicas, mas sabendo do que se trata ? Boa leitura...


A origem do carnaval é um assunto controverso. Alguns historiadores associam o começo das festas carnavalescas aos cultos feitos pelos antigos para louvar boas colheitas agrárias, dez mil anos antes de Cristo. Já outros dizem que seu início teria acontecido mais tarde, no Egito, em homenagem à deusa Ísis e ao Touro Apis, com danças, festas e pessoas mascaradas. Há quem atribua o início do carnaval aos gregos que festejavam a celebração da volta da primavera e aos cultos ao Deus Dionísio. E outros ainda falam da Roma Antiga com seus bacanais, saturnais e lupercais em honra aos deuses Baco, Saturno e Pã.
Hiram Araújo, em seu livro Carnaval, relata que a origem das festas carnavalescas não tem como ser precisamente estabelecida, mas que deve estar relacionada aos cultos agrários, às festas egípcias e, mais tarde ao culto a Dionísio, ritual que acontecia na Grécia, entre os anos 605 e 527 a.C.Uma coisa, porém é comum a todos: o carnaval tem sua história, como todas as grandes festas, ligada a fenômenos astronômicos ou da natureza. O carnaval se caracteriza por festas, divertimentos públicos, bailes de máscaras e manifestações folclóricas.
A palavra carnaval também apresenta diversas versões e não há unanimidade entre os estudiosos. Há quem defenda que o termo carnaval deriva de carne vale (adeus carne!) ou de carne levamen (supressão da carne). Esta interpretação da origem etimológica da palavra remete-nos ao início do período da Quaresma que era, em sua origem, não apenas um período de reflexão espiritual como também uma época de privação de certos alimentos, dentre eles, o a carne.
Outra interpretação para a etimologia da palavra é a de que esta derive de currus navalis, expressão anterior ao Cristianismo e que significa carro naval. Esta interpretação baseia-se nas diversões próprias do começo da primavera, com cortejos marítimos ou carros alegóricos em forma de barco, tanto na Grécia como em Roma.
No Brasil, o carnaval era chamado de Entrudo por influência dos portugueses que trouxeram, em 1723, brincadeiras e festejos carnavalescos. Muitos atribuem o início do nosso carnaval à celebração feita pelo povo para comemorar a chegada da Família Real. As pessoas saíram comemorando pelas ruas com música, usando máscaras e fantasias.
Podemos apresentar como fatos marcantes dentro da história do carnaval brasileiro os seguintes: Os carros alegóricos chegam em 1786, por ocasião do casamento de Dom João com Carlota Joaquina.
Por volta de 1846, houve um acontecimento que revolucionou o carnaval carioca : o aparecimento do Zé Pereira (tocador de bumbo). O Zé Pereira deixou como sucessores a cuíca, o tamborim, o reco-reco, o pandeiro e a frigideira, instrumentos que acompanhavam os blocos de 'sujos' e que hoje animam as nossas escolas de samba.
Até o aparecimento das primeiras escolas de samba, os cortejos carnavalescos das chamadas "sociedades" (clubes ou agremiações que, com suas alegorias e sátiras ao governo) predominavam no carnaval carioca. O primeiro clube a desfilar, em 1855, chamava-se Congresso das Sumidades Carnavalescas.
Desde 1870, o cruzamento de influências rítmicas como lundu, polca, maxixe e tango gera um tipo de música com características do samba. Nos fins do Século XIX, as festas de dança de negros escravos eram chamadas samba. Ao ritmo do samba, o país inteiro começa a dançar em clubes e surgem os primeiros cordões de folia. Ainda nesse século temos dentre alguns fatos marcantes de nosso carnaval o Baile de Máscaras do Hotel Itália (Largo do Rocio, RJ) em 1840, realizado por iniciativa dos proprietários do hotel, italianos empolgados com o sucesso dos grandes bailes de máscaras da Europa.
Em 1873, há o desfile do primeiro rancho, o Dois de Ouros, liderado pelo baiano Hilário Jovino Ferreira.
Em 1899, o aparecimento da música feita para o carnaval, o Abre-Alas de Chiquinha Gonzaga marca a popularização do carnaval brasileiro e dá início às composições chamadas marchinhas carnavalescas.
Em 1902, os cordões carnavalescos já chegam a mais de 200. Encontramos também no início do século XX: os mascarados, o lança-perfume, as batalhas de confete e os bailes infantis que dão início às famosas matinês.
O surgimento do samba foi um poderoso fator de democratização do Rio de Janeiro. De início a elite reage à "manifestação africana". O primeiro samba gravado, tido e reconhecido pela maioria dos pesquisadores de música popular é o Pelo Telefone, de Ernesto dos Santos (Donga) e Mauro de Almeida. A primeira gravação do samba inaugural foi feita para a Casa Edison do Rio de Janeiro pelo cantor Bahiano, acompanhado pela Banda da Casa Edison e obteve notoriedade pública no carnaval de 1917.
Em 1928, foi criada a primeira escola de samba, Deixa Falar, e, logo depois, a Mangueira. E, em 1929, começaram os desfiles, que eram realizados na Praça Onze. A primeira disputa entre escolas de samba aconteceu em 1932 e foi organizada pelo jornalista Mário Filho.
Em 1942, os desfiles passam para a Avenida Presidente Vargas. Em 1963, as escolas já se tornam o grande centro das atenções do carnaval brasileiro e, em 1974, o desfile carioca passa a ser na Avenida Rio Branco até 1984, quando foi inaugurado o Sambódromo.
Atualmente, o carnaval é festejado no sábado, domingo, segunda e terça-feira anteriores aos quarentas dias que vão da quarta-feira de cinzas ao domingo de Páscoa. Na Bahia é comemorado também na quinta-feira da terceira semana da Quaresma, mudando de nome para Micareta. Esta festa deu origem a várias outras em estados do Nordeste, o chamado "carnaval fora de época" como o Fortal, em Fortaleza; o Carnatal em Natal; a Micaroa em João Pessoa; o Recifolia, em Recife; o Micaru, em Caruaru e outros mais.
Hoje o carnaval transformou-se em forte atração turística. Podemos dizer que o carnaval é, hoje, a maior festa folclórica brasileira.
Boa Folia! Tudo com moderação e bom senso, ok?

Ruídos na Comunicação...Cuidado!

Sempre digo aos meus alunos, o quanto é importante saber usar as palavras adequadamente, tomando todo cuidado para que a comunicação aconteça sem ruídos e nem "mal entendidos". Veja só, no texto abaixo, um exemplo típico de problema na comunicação:

De: PRESIDENTE para Diretor: Na próxima segunda feira, aproximadamente às 20h, o cometa Halley passará por aqui. Trata-se de um fenômeno que ocorre a cada 76 anos. Assim, peço que os funcionários estejam reunidos no pátio da fábrica, todos usando capacete de segurança, para que eu possa explicar o fenômeno a eles. Se estiver chovendo, não poderemos ver o espetáculo a olho nu, e todos deverão se dirigir ao refeitório onde será exibido um filme documentário sobre o cometa Halley.

De: DIRETOR para Gerentes: Por ordem do presidente, na sexta-feira às 20h, o cometa Halley vai aparecer sobre a fábrica. Se chover os funcionários deverão ser reunidos, todos com capacete de segurança e encaminhados ao refeitório, onde o raro fenômeno aparecerá, o que acontece a cada 76 anos a olho nu.

De: GERENTES para Chefes de Produção: A convite do nosso querido diretor, o cientista Halley de 76 anos vai aparecer nu no refeitório da fábrica, usando capacete, pois vai ser apresentado um filme sobre segurança na chuva. O diretor levará a demonstração para o pátio da fábrica.

De: CHEFES DE PRODUÇÃO para Supervisor de Turnos: Na sexta-feira, o diretor, pela 1ª vez em 76 anos, vai aparecer nu no refeitório da fábrica, para filmar o Halley, o cientista famoso e sua equipe. Todo mundo deverá estar de capacete, pois vai ser apresentado um show sobre segurança na chuva. O diretor levará sua banda para o pátio da fábrica.

De: SUPERVISOR DE TURNOS para Funcionários: Todo mundo nu, sem exceções, deve estar no pátio da fabrica, na próxima sexta-feira, ás 20h, pois o manda-chuva (Presidente) e o Sr. Halley, guitarrista famoso, estarão lá para mostrar o raro filme 'Dançando na chuva'. Todo mundo no refeitório de capacete, o show será lá, o que ocorre a cada 76 anos.

Aviso para todos os FUNCIONÁRIOS : na sexta-feira, o chefe da diretoria vai fazer 76 anos e liberou geral para a festa às 20h no refeitório. Vão estar lá, pagos pelo manda-chuva, 'BILL HALLEY E SEUS COMETAS'. Todo mundo nu e de capacete, pois a banda é muito louca e o rock vai rolar solto, mesmo com chuva.

Melhor não vacilar, né? Bjos, até a próxima

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

A semente foi lançada...

Olá, meus queridos colaboradores...

Vamos agora poder estar mais próximos, discutindo assuntos, trocando informações, opinando sobre os diversos assuntos que nos rodeiam, principalmente o que especificamente nos interessa aqui, que é a nossa Língua-Mãe.

Conto com a colaboraçãos de vocês, meus alunos queridos, bem como dos colegas professores e com você, meu amigo(a) que assim como nós, acredita que "Nossa Pátria é nossa língua"

Grande abraço!

Tania Aparecida Pereira
Professora Coordenadora da Oficina Pedagógica
da Diretoria de Ensino de Ribeirão Preto
Área de Língua Portuguesa